Deve haver alguma coisa que ainda te emocione! [2]

19:23 Equipe Das Letras 1 Comments

Padre Léo e Monsenhor Jonas Abib - Grandes Homens. 

 Digo que é preciso ser vidente, fazer-se vidente. Faz-se vidente mediante um longo, imenso e equilibrado desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, sofrimento, loucura; ele mesmo procura, filtra em si todos os venenos, para guardar apenas a quintessência. Tortura inefável, na qual se torna, para toda a fé, de toda a força sobre-humana, na qual precisa de toda a fé, de toda a força sobre-humana, na qual se torna, para toda a gente, o grande doente, o grande criminoso, o grande maldito e o supremo Sábio! - Pois chega ao desconhecido! Já que cultivou sua alma, que já era rica de antemão, mais do que qualquer outra! Chega ao desconhecido e, quando ensandecido acabaria por perder a inteligência de suas visões, ele as terá visto! Que morra em seus saltos pelas coisas extraordinárias e inomináveis: outros horríveis trabalhadores virão e começarão a partir do horizonte no qual o outro desapareceu!
( A. Rimbaud)

O trecho é de um livro de Arthur Rimbaud, poeta francês, nascido em 1854, e que ainda hoje, transmite com a máxima profundida a essência daquele que escreve, que vive, que desperta.

Assim como a leitura, a escrita também exige certo regramento, uma vez que desprezadas as regras, perdemos em qualidade, e tanto para quem escreve, como para quem lê, essa perda é imensurável. O leitor e o escritor devem ser regrados, os que aspiram o posto de escritor, devem zelar essas regras com ainda mais afinco, eu, me encaixo no segundo caso. Esse prólogo faz-se necessário como uma explicação para o texto que escrevo. Peço perdão por antecedência.

Aqueles que me conhecem, sabem de um projeto que tenho, um livro, que deve falar sobre a escala da mediocridade humana. Um sábio amigo, de intelecto invejável, perguntou-me: A escala da mediocridade humana? Acaso os animais também são medíocres? Respondi prontamente que não! Faço questão de frisar sempre que a mediocridade é humana, para que não atribuam algo tão pérfido aos animais, nem em pensamento. Uma pessoa medíocre deveria fazer de tudo para se parecer com um animal, pois animal algum, do mais complexo ao rastejante verme, possui essa característica abominável.

Voltando ao motivo do texto, encerrei, recentemente, mais um ciclo de aprendizado sobre a mediocridade humana, mas, confesso que frustrado. Esperava encontrar em minha caminhada, níveis mais elevados deste estado humano, pois trata-se de um estado, e não de uma condição, a condição é imposta, o estado de mediocridade é uma escolha do seu portador. Sim, portador, pois o medíocre tem a escolha de sê-lo ou não.

Me frustrei pois a mediocridade inicial, como me refiro aos medíocres menos elaborados, os mais mesquinhos, e também mais comuns eu já conhecia, pensei que encontraria novos níveis desse estado, mas não obtive sucesso. Os mesmos hábitos, jogos fétidos, sem nenhuma elaboração mais calculada. Mediocridade comum é a pior forma de mediocridade, pois é simples, e quando estamos nos dedicando a estudar um estado humano já baixo e rasteiro, quando este ainda é simplificado, o objeto de estudo torna-se ainda pior.

Quem nunca conviveu com uma pessoa manipuladora? Entretanto existem os bons manipuladores, aqueles que usam de sua astúcia, e inteligência calculada, e aqueles que são simplesmente desprovidos de caráter e deixam este estado humano ser preponderante em suas interações. Encontrei apenas os do segundo exemplo. Uma lástima.

Uma amiga me disse que estou ficando rabugento, mas, será difícil encontrar alguém que seja medíocre mas que ainda assim seja inteligente? Os leitores devem concordar que ser medíocre e “burro” é demais, para qualquer pessoa. Ainda assim, insisto, penso que outras pessoas, deveriam se engajar no estudo da mediocridade humana, é uma fonte de pesquisa inesgotável, mas algumas vezes enfadonha.

O dicionário da como antônimo de medíocre as palavras grandioso e notável, então vamos ao grandioso... Precisava aqui, de um espaço para escrever sobre duas pessoas que engrandecem a vida de qualquer ser humano, uma já em memória, o querido Padre Léo, falecido, mas de um legado gigantesco, e seu amigo, Monsenhor Jonas Abib, ambos da comunidade Canção Nova, que são o oposto da mediocridade.

Ao pesquisar tanto a mediocridade, percebi que ela só pode ser combatida com a sabedoria de almas grandiosas, como a destes dois mestres, de almas imensas, de legados gigantescos, como Padre Léo e Monsenhor Jonas Abib, por isso, deixo aqui dois links, para não cairmos na mediocridade, dois vídeos, para serem vistos na sequencia, um com a última pregação do Padre Léo antes de morrer, dando um banho de sabedoria, e outro, bem, o outro, você assiste depois, tenho certeza que vai se emocionar, a final: Deve haver alguma coisa que ainda te emocione!


Veja na sequencia:

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Um comentário:

  1. As suas palavras poeta amado são impregnadas de vibrações, por isso cada volta eu teu belo blog são aprendizados.
    Parabéns pelo maravilhoso texto!
    Que nosso Criador lhe abençoe eternamente.
    Mimos e BeiJanes da amiga que te admita e ama.
    Jane Di Lello.

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