Amor,
QUE É A FELICIDADE?
Que
é a felicidade? Por certo que muitos se não todos, em algum momento dessa vida
já se fizeram essa pergunta. O que é esse sentimento que todos buscam de forma
incessante, que é alvo dos mais profundos estudiosos do comportamento humano,
dos mais intelectuais cientistas da psique e das sinapses cerebrais, que
palavra é essa que leva pessoas a cometerem os atos mais desvairados, egoístas,
odiosos e maléficos em seu nome? A que podemos atribuir o sentido mais profundo
do “ser feliz” ou do “alcançar a felicidade”?
Se
formos passear pela Grécia, berço dos mais profundos filósofos, daqueles que
ousaram pensar no que ninguém ousaria em determinada época, veremos que a
felicidade pode estar em ter tudo, em não ver na vida falta de nada, mas também
podemos ver o inverso, que diz que a felicidade é não possuir absolutamente
nada, para que assim não haja o que perder, o que temer, ou com o que se
preocupar. Outro disse que a felicidade é ausência de medo: medo da morte, da
fome, da solidão, da miséria, mas é certo que nenhum deles afirmou com
veemência o que de fato resume tal sentimento, buscado por todos, mas
compreendido por pouquíssimos.
A
final, que é a felicidade que muitos buscam, poucos alcançam, e ainda menos
conseguem mantê-la? Acaso a felicidade está realmente em possuir coisas,
pessoas e poder? Ou estará a felicidade no possível infortúnio de não possuir
absolutamente nada, e por consequência, desapegados da matéria e das
preocupações que dela advém, viver a plenitude mais profunda do ser? Ou estaria
guardada a felicidade dentro de outro sentimento, tal como o cofre de um banco
que é guarnecido pela estrutura do prédio, pelo concreto, ferro, digitais,
câmeras, e no seu interior, então, lá encontra-se o cofre, onde uma vez aberto,
revela seu tesouro?
Uma
sábia mulher diz que a felicidade esta dentro do perdão. E que formando um
emaranhado de sentimentos, o perdão está intimamente ligado ao amor, que então
produz a felicidade. Desta conclusão tiro o que chamo de “Quadrilátero da
Felicidade”, que coloca-se em harmonia quando os sentimentos basais da alma
humana que se propõe a evolução, estão em funcionamento conjunto, a saber, amor
que gera perdão, este que gera liberdade, que gera felicidade.
Pode
parecer complicada a compreensão aos que em demasia estão apegados as coisas
não perenes deste mundo, a matéria, aos sentimentos baixos deste século, como a
inveja, ódio, ira, raiva, desejo de vingança, mas quando nos propomos a
despir-nos de toda nossa casta de maus sentimentos, quando nos colocamos na
estrada que segue para a evolução do espírito e da alma, então encontramos
acesso, passagem, logramos êxito no encontro do amor que modifica todas as
coisas, pessoas e fatos. Encontramos êxito no perdão que liberta a nós mesmos e
aos que nos cercam, e quando equilibrados entre amor e liberdade, então, e só
então, encontramos a felicidade, que nada mais é que a profunda expressão da
paz.
Por
certo concluímos então, que não existe possibilidade de felicidade ao que anda
preocupado com as coisas terrenas, com os sentimentos baixos, com os que seguem
aprisionados pelo ódio, pela raiva pelos sentimentos de vingança. Não existe
possibilidade de felicidade aos que pensam poder encontrá-la no veículo de
última tecnologia, no caríssimo telefone, na bolsa de um famoso estilista, nos sapatos
de Paris. A felicidade esta guardada no cofre da simplicidade, onde para entrar
não se faz necessário ter nenhuma posse, nenhum bem, apenas amor, que gera
perdão, perdão que liberta, e liberdade que nos conduz a verdadeira felicidade.
Que
é então a felicidade? O altruísmo de vida. A perseverança na justiça. A
supremacia do amor. A liberdade do perdão. O clímax da paz!
Andemos
pela estrada que leva a evolução. Qualquer outra é cheia de pedágios. Mas a que
nos conduz a melhoria de nós mesmos é guardada por quem nos observa dia e noite
do alto, onde a plenitude de felicidade nunca se acaba.
TEXTO: Patrick René - contato@patrickrene.com.br
EDIÇÃO: Bianca de Lucca - bianca.delucca@patrickrene.com.br


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