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Os Diários de Johannes - Teoria de Big Heel - #BEDA

15:20 Equipe Das Letras 1 Comments

Não sei se você já leu o prólogo da série "Diários de Johannes" na coluna Teoria de Big Heel, aqui mesmo do blog, escrita por Brunus Von Haimrich, se não leu, vale a pena fazer antes de continuar. Não diga que não avisei! Leia clicando aqui! 

E vamos ao texto, que está demais! 


 Boa dia, Haimrich! 
Que alegria encontro neste lugar. O prazer pelo novo e pelo desconhecido invade minha alma de tal modo que me deleito como um burguês ao ver como as pessoas tratam bem um desconhecido. Por vezes passo horas pensando que se fossemos eternos incógnitos uns aos outros, teríamos tantas gentilezas no mundo que nem precisaríamos utilizar o termo "bons modos" uma vez que todo modo seria bom. Ok, sei que queres saber como são as pessoas daqui e como me pareceu o lugar, mas vamos por partes. 
Os humanos que residem nessa cidade são como os de qualquer outra parte: dissimulam felicidade e escondem seus problemas. Ora, se tem algo que me irrita, amigo, é como as pessoas sentem a obrigação de parecerem felizes. Não é a tristeza fundamental para a vida humana? Calma, não precisa me censurar, sei que ninguém deseja ser infeliz o tempo todo. Mas ora, quando o for, aproveite este momento e diga para o mundo o quão angustiante é a dor de tua existência, como tu desejaria ser outra pessoa... Tu sabes como ninguém, Haimrich, que admiro mais a melancolia que o entusiasmo, pois é só através dessa que podemos seguir os mandamentos do mestre da humanidade e praticar o "conhece-te à ti mesmo". 
Ah sim, já ia me esquecendo de lhe descrever o lugar. Me desculpe, é que meu ego por vezes faz isso mesmo. Quer dizer, deixo de relatar algo importante para dar minha opinião sobre. Mas vamos lá que não quero delirar mais que já delirei, e tenho que dormir cedo para não me atrasar amanhã. 
Como resumir esta cidade em uma palavra...? hm... IGUAL! Sim, esta cidade é igual nosso amado municipiozinho: fede urina humana e gordura de frituras, tão assustadoras que me dão pesadelos. Tirando o aspecto horrendo pós-apocalíptico, posso dizer que ela possui alguns lugares agradáveis, tais como uma biblioteca (melhor que a da nossa cidade natal, convenhamos. Aqui encontrei o raro "Diário de Um Sedutor" que tanto me custou encontrar aí), lugar para práticas esportivas, etc. Tem todos esses locais que as pessoas devem frequentar para que sejam bem vistas. 
Meu Deus, Haimrich, já são 00:06, e ainda preciso contar-lhe como é o colégio. Sejamos breves, pois não quero parecer um zumbi amanhã. O local de (des)conhecimento é como todos os outros. Tirando o fato, é claro, de que se cobra mais e que no geral, os professores pensam que os alunos daqui são mais retardados. "Conhecimento é poder", amigo, e poder te leva ao mais alto degrau do ego. Sim, se não fosse o pouco de erudição inútil impregnada na cabeça desses velhacos, não nos sentiríamos tão infelizes.
Mas agora preciso ir, Adeus, companheiro. 

Por Brunus Von Haimrich
contato@patrickrene.com.br

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