Habilidade e sensibilidade!

11:50 Equipe Das Letras 0 Comments

“Quod reliquum est dicere: Veritas liberabit vos;”

Observava de forma bem analítica algumas telas, pintura a óleo, uma série denominada “Faces”, não vem ao caso o autor dos quadros, até pelo fato do título não ser nada original. Deveras isso não é um demérito, já que as telas em questão eram de grande beleza, e provocavam a profunda reflexão.
As várias telas ilustravam a habilidade do artista, ao mesmo ponto em que fazia notória a sua falta de sensibilidade. Habilidade e sensibilidade, eis a questão!
O autor das telas possuía grande habilidade em desenhar as tais faces, retratou acredito que de forma fidedigna o que viu, mas faltou sensibilidade para colocar nas telas mais do que aquilo que os olhos viam, faltou o que sentia o coração.
Quem de nós estampa no rosto o que realmente sente? Quantos não riem enquanto no mais intimo do ser, sangra o coração? Quem nunca? Quem de nós já não bordou no rosto um belo sorriso “poli-dental”, mas, à alma, esta, gemia e gritava de dor?
Conclui que habilidade sem sensibilidade não serve de nada, é preciso o conjunto, não apenas para dar cor a tela fria, mas para tudo que realizamos em vida. Sensibilidade sem habilidade também é inútil, precisamos em nosso caminho, buscar, perseguir as duas. Habilidade e sensibilidade!
Diagnostiquei um problema em meus textos, eles possuíam “habilidade” na escrita, na pesquisa, mas não estavam inundados de sensibilidade. Às vezes censuramos a nós mesmos. Demérito. Mas como não impor censura quando o que o coração grita, causaria espanto até a folha de papel?
Estariam os medíocres prontos para ouvir sobre suas mediocridades? Gostariam de ouvir sobre elas? Penso, repenso, e no texto, permanece apenas a velha habilidade... Quanto à sensibilidade, mantenho-a guardada, selando a sete chaves, os segredos daqueles que se revelados, não poderiam ser distinguidos do fétido esgoto.
Seria este texto um desabafo silencioso contra os medíocres? Quem sabe! A resposta exigiria sensibilidade, que esta proibida.
“Quod reliquum est dicere: Veritas liberabit vos;” (libera nos)
Apenas resta afirmar que: A verdade vos libertará! (nos libertará) 

Por Patrick René 

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