Habilidade e sensibilidade!
Observava de forma bem analítica algumas
telas, pintura a óleo, uma série denominada “Faces”, não vem ao caso o autor
dos quadros, até pelo fato do título não ser nada original. Deveras isso não é
um demérito, já que as telas em questão eram de grande beleza, e provocavam a
profunda reflexão.
As várias telas ilustravam a
habilidade do artista, ao mesmo ponto em que fazia notória a sua falta de
sensibilidade. Habilidade e sensibilidade, eis a questão!
O autor das telas possuía grande
habilidade em desenhar as tais faces, retratou acredito que de forma fidedigna
o que viu, mas faltou sensibilidade para colocar nas telas mais do que aquilo
que os olhos viam, faltou o que sentia o coração.
Quem de nós estampa no rosto o
que realmente sente? Quantos não riem enquanto no mais intimo do ser, sangra o
coração? Quem nunca? Quem de nós já não bordou no rosto um belo sorriso “poli-dental”,
mas, à alma, esta, gemia e gritava de dor?
Conclui que habilidade sem
sensibilidade não serve de nada, é preciso o conjunto, não apenas para dar cor
a tela fria, mas para tudo que realizamos em vida. Sensibilidade sem habilidade
também é inútil, precisamos em nosso caminho, buscar, perseguir as duas.
Habilidade e sensibilidade!
Diagnostiquei um problema em meus
textos, eles possuíam “habilidade” na escrita, na pesquisa, mas não estavam
inundados de sensibilidade. Às vezes censuramos a nós mesmos. Demérito. Mas
como não impor censura quando o que o coração grita, causaria espanto até a
folha de papel?
Estariam os medíocres prontos
para ouvir sobre suas mediocridades? Gostariam de ouvir sobre elas? Penso,
repenso, e no texto, permanece apenas a velha habilidade... Quanto à
sensibilidade, mantenho-a guardada, selando a sete chaves, os segredos daqueles
que se revelados, não poderiam ser distinguidos do fétido esgoto.
Seria este texto um desabafo
silencioso contra os medíocres? Quem sabe! A resposta exigiria sensibilidade,
que esta proibida.
“Quod reliquum est dicere: Veritas liberabit vos;” (libera nos)
Apenas resta afirmar que: A
verdade vos libertará! (nos libertará)
Por Patrick René


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