Um amor leve que o vento não leve...

20:43 Equipe Das Letras 1 Comments


As vezes me pego imaginando como seria um amor de verbo “amar”, daqueles que rima com flores, com dias de sol no parque, de brigadeiro na colher... Aqueles de filme mesmo, onde só estar ao lado basta, onde caminhar de mãos dadas em volta do lago é a mais sublime demonstração de afeto. Um amor leve, na medida, não tão leve para que o vento leve, mas, em contrapartida, nem tão pesado que se transforme em fardo, pesado...
Deve ter ficado nos filmes, nas telas de cinema esse amor de rosas vermelhas, de caminhar a dois, de flores no café da manhã... Amor de verbo amar é mais do que fazer esperando receber, é fazer sem esperar, fazer e esperançar. Uma mão só tem função no amor quando segura a outra. Penso que amar seja talvez a única das incompreensões eternas da humanidade, pois, quem pode dizer que o amor é simples? 
"Uma mão só tem função no amor quando segura a outra."
Sofre mais aquele que nunca amou? Ou deve sofrer mais o que nunca foi amado? Sofrem todos, pois onde existe amor, ali habita o sofrimento. Contrassenso? Sim! Mas é assim que a vida é. Amor não é só poesia, nem músicas de Caetano e Gil. Amor também é espinho, café amargo, remédio que não faz efeito, picada na veia que se nega a revelar.
Penso que feliz é quem não sente, ou quem sente que é infeliz. É isso que faz o amor, deixa todo mundo louco, meio insano, sem saber onde ir, o que pensar, a quem recorrer, apenas desesperado, em busca de um novo ou velho amor, que o faça sentir vivo de novo. Mas a final, o amor não mata?
A vida respondeu: Ele apenas ensina a viver!

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Um comentário:

  1. Que texto lindo.
    Me fez sentir um turbilhão de sentimentos indescritíveis.
    Parabéns.

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