alma,
contato@patrickrene.com.br
Quanta falsidade!
Então
você acorda pela manhã, passa um delicioso Café Bom Jesus, que é o café da
Serra Gaúcha, e abre seu Facebook. Pronto! Você vê o mais alto índice de
falsidade por segundo da “Face” da terra! Explico:
A
grande maioria das pessoas, cerca de 80% não esta satisfeita com a própria
vida. 92% tem algum tipo de problema para resolver durante a semana, e 70% das
pessoas estão preocupadas ou aflitas por algum motivo. Outros 80% tem algum
problema familiar, e bem, no Brasil atual, considerando a porcentagem das
classes econômicas, 85% tem algum tipo de problema financeiro de médio a grave.
Mas o que mais me assusta, é que em média, 88% das pessoas com quem você que
esta lendo este artigo convive, tem Facebook, e bem, lá, nenhuma delas tem
problema algum!
O
Facebook faz milagres! Na rede social americana todos são felizes, encontraram
a sua xangri-lá, imaginada pela mente genial do escritor James Hilton e
descrita como o paraíso em sua obra “Horizontes
Perdidos”. Na rede do Sr. Zuckerberg, todos são ricos, vivem em plena paz e
harmonia, dão conselhos de Buda, Ghandi, Cristo, dos gurus indianos, e posso
ouvir muitos cantarem “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare, Hare...” em tom de mantra, tamanha sua
paz e felicidade. Ou deveria dizer: Tamanho seu cinismo e falsidade?
Nem é por mal, a maioria apenas
segue o ritmo, a tendência, e a bem da verdade vivemos a era da ostentação,
onde é preciso ostentar, mesmo que não se tenha nada para ostentar. Hoje
ninguém tem se quer a chance de manter um relacionamento mais chegado, pois
sempre que se pergunta como alguém esta, a resposta quase sempre é: “bem”. A
história entretanto nos mostra que a pouco mais de um século, a tendência era
de compartilhar os problemas, onde amigos vinham de longe apenas para oferecer
consolo, bem, isso não significa que naquela época não existissem pessoas
falsas, sim, muitas, mas havia verdade até na falsidade. Hoje é tudo mentira!
A prova de que no século passado
os problemas e as desventuras da vida eram expostas, é o fato de que as viúvas e
os filhos guardavam luto usando roupas pretas por no mínimo um ano, mostrando
assim, ainda que em um simbolismo, que não, as coisas não estavam bem. Em tempos
um pouco mais remotos, por volta do Século XVI quando uma plantação não vingava
ou havia um drama familiar, as vítimas deste problema rasgavam suas vestes e
depois vestiam roupas feitas de sacos, mostrando novamente que sim, haviam
problemas.
Hoje temos uma sociedade tão desprezível,
que temos pessoas em casa passando fome, mas caminhando pelas ruas com sacolas
da Channel, entrando em taxis até duas quadras a frente, onde as pessoas já não a
conhecem para tomar o ônibus e dormir sem comer, pois as duas quadras de taxi
lhe custaram a mortadela e o pão do dia seguinte. E não, eu não estou
exagerando!
Conhecer alguém por seu perfil no
Facebook é como comprar comida pelo telefone, você nunca sabe realmente o que
vai comer até que a comida chegue. É incerteza total. A moda é estar sempre
bem, sempre feliz, jamais triste. Quando alguém posta na rede social “sentindo-se
feliz” ganha três “curtidas”, mas se ela
postar “sentindo-se triste” logo ganha “oitocentas curtidas” e mais de duzentos
comentários perguntando o que aconteceu, pois para que alguém diga em público
nos dias de hoje que sente-se triste é por motivo de morte ou doença terminal
na família. Todos ficam espantados. Comentam em tom ofegante: “você viu que a fulana disse que está
triste, será que alguém morreu?” -
Não! Eu não estou exagerando!
Ninguém sofre na internet, todos
cantam “que o natal existe, que ninguém é
triste, que no mundo há só amor...” Mas bem, deixe que eu lhes conte um segredo:
As redes sociais são o melhor espelho da alma da nossa sociedade, e bem, vou
lhe contar mais uma coisa: A sociedade esta podre!
Valores, amor, amizade,
generosidade, fraternidade? Palavras que se vê apenas nos cartazes de escola
infantil, em tempos de páscoa ou natal. Na vida real a palavra é uma só:
Falsidade.
A propósito, meu blog não é
maravilhoso?!
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Feliz, abençoada e privilegiada é a pessoa que tem a chance da liberdade de expressão.
ResponderExcluirOs poetas... ah!…os poetas!
Amo-vos, poetas!
Amo-vos porque expressais em belos vocábulos a alegria descontente de um amor, a falsidade dos ditos humanos sem juízo.
Amo-vos, poetas!
Jane Di Lello.