alma,
Aos meus leitores: Vão para o inferno!
Estou
velho demais, inseguro demais e rabugento demais para continuar escrevendo,
devo abrir mão desse ofício para que ocupe meu lugar alguém mais jovem, alegre,
esperançoso e não tão ligado a rompantes e repentes como eu.
Definitivamente
perdi o talento, o pouco de tato que um dia tive para deixar as palavras mais
aveludadas, com gosto menos amargo, tornei-me como vinho mal engarrafado, onde
o ar penetrou pela garrafa e o tornou em vinagre. Minhas letras tornaram-se
como esse vinho, onde o desalento com o mundo, as pessoas, coisas e fatos, fez
a vez do oxigênio e tornou as letras amargas, azedas como o vinagre.
Já
não tenho habilidade e sensibilidade suficientes para iniciar textos falando
sobre o doce perfume das flores, que alimenta os espíritos dos homens pela
manhã, ou do leve cair da aurora que aquece o coração dos que amam, dosando com
a luz do luar o sereno que rega os sentimentos dos amantes a cada amanhecer.
Para mim tudo isso tornou-se piegas demais, romântico demais, e fatalmente
distante e brega demais. Não que eu tenha perdido a crença no amor, a final,
não se pode perder o que jamais se teve. Amor? História que se conta para
criança dormir, não para os velhos rabugentos como eu.
Aconselharei
aqueles que me leem a lerem outros muito mais modernos do que eu, muito mais
por dentro da tendência das letras do que eu, e por fim, mais sensíveis as
letras do que eu. Aconselharei ainda que busquem escritores com uma gramática
mais correta, onde não se cometam tantos desatinos com a língua mãe quanto os
que eu cometo, e que, por favor, caros leitores, procurem também alguém que
seja-lhes mais disponível do que eu. Alguém que lhes inspire ao romance, as
paixões, e não apenas relembre com amargura as tantas e tantas agruras dessa
vida.
Vão
ler John Green, Kristin Hannah, ou qualquer outro que tenha vendido milhares de
livros, tornado esses livros em filme, em musicais, rendido prêmios, e
deixem-me em paz com meus resmungos e reclamações. Estou ultrapassado demais
para criar imagens com belos fragmentos dos meu textos, a fim de que os jovens
venham lê-los, nem estou disposto a mendigar um “like” nas redes sociais para
receber um “click” a mais. Eu cansei. Não tenho mais paciência para escrever
aos jovens e cheios de vida, pois quero escrever como velho, escrever sobre a
morte, e para a morte.
Quero
usar o bom e velho Times New Roman e
não as fontes “Body” que estão na moda e são usadas pelos escritores de
sucesso. Por isso de hoje em diante, não prometo mais qualidade alguma a quem
ousar acessar esse velho blog, pois escreverei aqui somente o que minha velha e
cansada alma permitir, sem ligar se a recepção dos leitores será boa ou não,
pois quero que se explodam todos: Inclusive os meus leitores. Os que por ventura
continuarem a sandice de ler meus textos ultrapassados, alerto-os desde já que
não esperem nenhuma gratidão, nenhuma atenção, e não esperem que eu seja
coerente com as letras ou algo que o valha, pois não serei nem farei.
Aviso
também aos que restarem por aqui, que não colocarei mais veludo nas letras, antes
permitirei que elas rasguem a vossa alma assim como rasgam a minha, e que não
pouparei seus olhos assim como não poupo aos meus. Retratarei a vida como ela
é, e não mais como eu gostaria que fosse, pois, uma coisa leitores, aprendi com
as letras: A vida é o que é independente de como você olha para ela.
Obrigado!
De nada! Adeus! Até mais!
contato@patrickrene.com.br


Entrando no seu contexto.
ResponderExcluirO jovem Patrick amava em demasia...
O Sr. Patrick, amando com paixão...
Ao fim de tudo compatíveis na idade, passamos a falar a mesma língua.
Você é show nas letrinhas!
Parabéns Guri!
Jane Di Lello.