Confessar,

O pedido de socorro!

20:20 Equipe Das Letras 1 Comments


 "Cada qual tem o seu prazer que o arrasta."
É como se os dedos hesitassem a escrita, como se a mente tivesse perdido a capacidade de juntar as palavras e inflá-las de sentimento e prazer. Resumo as letras nisto: Que sejam o amargo veneno e o doce prazer que emanam do mais profundo de minha alma. Em não sendo isso, as letras para mim, simplesmente perdem o motivo de ser.
As vezes o mundo nos coloca em uma situação de inercia tão grande que simplesmente nos deixa paralisados, absortos a contemplar a devastação interna da própria existência, os próprios desamores, as desventuras o absinto em que a vida se tornou. É difícil tocar a vida em frente quando o que sobra são correntes de liberdade. Ser livre estando preso. Eterno cativo da própria existência, da própria solidão. Estar isolado do mundo estando bem ao seu centro. É chorar e não ter lágrimas. Coceira sem poder coçar.
Lugares cheios, gente por todos os lados, mas pensamentos vazios, limitados, é a tormenta de se viver entre os mortos vivos, os que respiram estando mortos. Quem poderá trazer auxílio e socorro? Aqui calaram-se os poetas, a boa música sessou, também não existem mais contos e boa leitura. É como se a vida continuasse pulsando em meio ao mais escuro cemitério. Seria isso o tal “vale da sombra da morte”?
Me contentaria a solidão em um lugar onde a música tocasse, os poetas declamassem e os livros estivessem abertos por todos os cantos, mas na subsistência conjunta da ignorância, torno-me refém e pobre cativo, para onde ir, como correr estando preso a liberdade? Palavras sem sentido? Só se for para você que vislumbra outros mundos e pode ambicioná-los. Quanto a mim? Perpétua prisão e desespero.
Que ao menos os céus se compadeçam e por um ínfimo segundo de caridade me chamem para o alto, de onde eu possa ouvir o doce som, as doces letras, das pessoas doces, dos que fazem aquele mundo da altura ter som, sabor e um pouco de paz. Que não tenha nada, mas que não falte a paz!  

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Um comentário:

  1. Paz e bem ao amado poeta dos sonhos!
    Parabéns mais uma vez querido e inteligente escritor!
    Ler seus textos, poemas e cronicas, só felicidade para alma e coração.
    Jane Di Lello.

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