A procura do remédio!
“É muito mais fácil matar um fantasma do que matar uma realidade.”
(Virginia Woolf)
Tem dias em que não estamos bem, e o coração dói, e para esse tipo de dor não há remédio. Em outros dias a felicidade é tamanha, que nos esquecemos da dor, pensamos que ela já não existe mais, até que chega o dia seguinte, quando precisamos do remédio que não existe.
E o fato é que a vida é mais ou menos assim, dias de alegria, outros de procura pelo remédio que cure a dor, faça secar as lágrimas, e que transforme o pranto em festa. Infelizmente para este tipo de dor, a emocional, aquela que vem do coração, ainda não inventaram remédio. Bem que tentaram achar uma pílula mágica que traga a felicidade, mas foram vãs todas as tentativas. O correr da vida é assim…
Os “fantasmas” de nossas vidas estão por todos os lados, rondando, a espreita de um momento certo para atacar. BUM! Mate o fantasma! Já somos adultos, sabemos que fantasmas não existem, e se não acreditamos neles, em fim, eles desaparecem. Mas e como matar uma realidade? Como fazer desaparecer o que é inerente, verdadeiro, palpável?
Na vida não poucas vezes nos deparamos com situações em que não podemos “matar” os fantasmas, pois já não estamos lidando com estes, mas sim com a realidade, que é muito mais dura, insensível, tirana. Da realidade não podemos fugir, não existe esconderijo que nos possa salvaguardar dela, a implacável, impetuosa e nítida, realidade!
Não se pode matar não se pode fugir, então como diz Joyce Meyer, a única saída é passando! É preciso passar pela realidade, enfrentar a realidade, mesmo que doa, e vai doer, mesmo que as pessoas nos magoem que não se importem conosco, com nossos sentimentos, precisamos passar, mesmo que não vejamos a luz no final do túnel, mesmo que a correnteza tente nos derrubar, nós precisamos andar, precisamos nos fortalecer, e precisamos passar, e chagar ao final de uma etapa, respirar fundo, e, estarmos prontos para se necessário passarmos novamente, e, encarar a realidade. O correr da vida é assim…
Se não podemos matar a realidade, temos que encara-la e passarmos por ela de forma digna, acumulando sempre gestos altruístas. É isso que difere as pessoas boas das medíocres. O passar pode ser muito doloroso, mas também pode nos trazer boas experiências, saberes que de outra forma não podíamos adquirir. O correr da vida é assim…
E no final de tudo, fica a pergunta: Podemos matar a realidade? Sim! Passe por ela!
Por Patrick René

0 comentários: