O poder que nada sabe!
“O poder tende a corromper, e o poder
absoluto corrompe absolutamente. Os grandes homens são quase sempre homens
ruins.” (J. E. E. Dalberg Acton [Historiados
inglês. 1834-1902])
Havia
marcado para o dia 6 de junho o final de minhas férias como escritor. Iria
dizer aspirante a escritor, mas fui alertado por um amigo, que não importa se
escreve bem ou mal, é escritor e ponto. Obedeço.
Aproveitando
o enredo, no tocante ainda a este mesmo amigo, preciso pontuar que ele, sim, é um
grande e bom homem. Digo isso para que possamos iniciar a relação deste texto
com a frase de Dalberg que faz aqui a
vez de um prefácio, por assim dizer.
Fiz
questão de citar este amigo, pois, diferente de tantas outras pessoas que vamos
encontrando pelo caminho, ele é um grande, porém, bom homem. Me refiro que é
diferente de tantos, pois 90% das grandes pessoas que encontramos pelo caminho,
são, via de regra, ruins. Chego a conclusão de que o poder faz isso com alguns
de nós, ditos humanos. O poeta inglês J. Milton, em 1670, já dizia que “É
melhor reinar no inferno do que servir no céu.” – Alguns fazem disso uma
máxima. É verdade.
Recentemente
uma amiga me contou que perdeu tudo o que tinha. Com exceção de sua saúde e de
algumas pessoas que ama, o mais lhe foi tirado. Nada sobrou, exceto a vontade
de continuar lutando e sonhando com um futuro melhor, com paz. Dizia a ela,
que, aos que ainda possuem algo, ou, aos que como ela, já não possuem mais
nada, o desejo é semelhante: Ter um futuro com paz!
Mas,
a final, o que nos tira a paz? A humanidade! A nossa condição humana é que nos
tira a paz, e nos coloca/leva a um mundo de angústia, dor, sofrimento e por fim
de solidão. Digo, por fim, pois a solidão é a última tentativa de se encontrar
a paz. Isso em muitos casos se traduz na necessidade de muitas pessoas
abdicarem de tudo o que possuem para viverem reclusos, em lugares inabitáveis,
longínquos, desertos de vida, de existência humana.
É
nossa humanidade que mais nos perturba, enlouquece, inquieta e tira a paz. Não
sei como, mas de alguma forma, ao longo do processo de evolução da moral
humana, a própria condição de humanidade passou a nos tirar a paz. Seríamos
então, em outro tempo, como que deuses? Não acredito nisso. Mas então como
explicar nossa inconstância e falta de paz com nossa condição? Com nossa
humanidade?
O
escritor brasileiro, Guimarães Rosa, faz a seguinte citação: “O correr da vida
embrulha tudo, a vida é assim: aperta e afrouxa, esquenta e esfria, sossega e
desinquieta, o que ela quer da gente é coragem.”
Passo
a acreditar que a única forma de enfrentarmos a inconstância e falta de paz com
nossa condição humana é reforçando a dose de coragem que carregamos ao longo da
vida. Rosa estava certo, absorto em razão, quando afirmou que em síntese, tudo
o que a vida quer da gente é coragem.
Coragem
para passar, superar, atravessar. Para começar tudo novo de novo, e quantas
vezes for preciso. Coragem para enfrentar os maus, os que ensoberbecidos pelo
poder, de ter e não de ser alguma coisa, usam-se do dito para colocar-se em um
nível mais elevado. Calvino, o reformador, já dizia que qualquer um que se
ponha presumidamente em um nível mais elevado não passa de um tolo, pois se
alguma coisa de bom há em “nós” que isso seja creditado a conta da divina graça
(de Deus).
Voltando ao caso de minha amiga, disse a ela que não
demonstrasse desânimo com coisa alguma, mas que persistisse na sua boa obra de
esperança a fim de chegar ao alvo, que é a sua paz. Já com o coração mais
calmo, me confidenciara que de sua queda, o que mais lhe causou dor, foi a
presunção daqueles a quem chamava de “amigos” e que ao verem sua situação
momentânea de perda, presumiram-se superiores a ela, admoestando-a não com base
em vivências cotidianas, mas em um pseudoconhecimento, baseado mais em suas
posses (materiais), do que em suas experiências de vida.
Geralmente é assim... O poder, não exala perfume, mas a pútrida
fragrância da alma dos poderosos.


Eu mais que ninguem queria ser a fortaleza em pessoa
ResponderExcluirmais adianto q não consigo sequer da um passo sem pestanejar
acontece q sou medrosa pra umas coisas e pra outras não
mais pra tudo q sou medrosa ascredito que é tudo que eu nao deveria ser.
na tentativa de acertar erro outra vez e me prendo num emaranhado de bagunça
e quando vejo não consigo mais sair.. e ai vou ficando presa nesse ciclo vicioso
que tenho como vida..
Entendo que o problema da humanidade e querer mnais do que se tem.
é nao se satisfazer com tudo que esta ao nosso redor
é o "contentamento descontente. o não querer mais que bem querer"
queremos tanto tudo ao mesmo tempo q não aproveitamos os pequenos momentos que a vida nos da
e quando se nota ja passou tempo demais pra poder voltar..
@laizagalvao
amei o texto.. muito