Sabor de que?

15:01 Equipe Das Letras 2 Comments

O amor entre seres humanos já existiu, claro que sim, há muitos e muitos anos atrás, mas infelizmente ele foi se perdendo, se diluindo, se diminuindo pouco à pouco até não sobrar praticamente nada. Não acredito muito nesse amor que morre em um único dia, volta de repente, morre novamente... Nesse amor que se mente, que se ganha e perde como em uma jogada pôquer, amor que dá "tchau", amor que trai e atrai, amor que não é pra sempre, porque o pra sempre não existe, e como diz a música sempre acaba.


Mas como assim ele não existe??? - Claro que ele existe, mas não nessa linha de evolução, isso porque muitos não estão preparados para o eterno e indivisível, o perene. 
Na palavra amor não existe conjugação no pretérito, não existe "eu te amei", já não amo mais. É simplista demais. Desde quando amor e simplicidade tem alguma ligação? Mas e agora, como fica?



Vamos avaliar aquele sentimento bom, que dá vontade de chorar, mas de felicidade, de olhar para uma pessoa especial e encher os seus olhos de lagrimas, de falar apenas "oi" e depois morrer chorando no abraço, de beijar a mão e fazer do pequeno acontecimento algo tão especial e simplesmente único, de planejar tudo e na hora, não fazer absolutamente nada, porque querer abraçar e beijar e agradecer por estar ali é mais importante do que aquilo que você planejou ou pensou ter planejado. É viver os momentos, e sentir cada um deles.



Mas afinal, o que eu sinto? O que esse alguém sentiu? O que é esse sentimento? É amor, paixão, tesão, é dor com gosto de limão?  Claro que não.



Não pode ser, não, realmente não pode ser. Me desculpem, mas eu não posso sentir esse amor, sentir isso que já esta mais desgastado que a palavra "oi", me recuso a pensar pela hipótese que eu simplesmente amo, algo esta errado, com certeza não é o meu sentimento que faz chorar, mas sim essa palavra que não se compactua com o que eu sinto. Não sou incapaz de amar, sou incapaz de entender este tal "amor" que os seres humanos sentem. Sentimento tão lindo e tão inculto. Sentimento tão sentido e tão distante. É sentir todos os sabores e não saborear nenhum. Sou eu, minha inconstância. Apenas eu. 


Sinto algo forte e bem mais que esse tal "amor", seja o que for, não preciso dizer, por mais que seja bom ouvir, basta entender a minha energia saindo, de dentro do meu peito.
Patrick René
patrick.canterville@aol.com

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2 comentários:

  1. “Duvida da luz dos astros,
    De que o sol tenha calor,
    Duvida até da verdade,
    Mas confia em meu amor”…

    William Shakespeare


    Bruno Santis
    brunosantisweb@gmail.com

    Coletivo: Blogs que Interagem

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  2. Alef Bass
    Alefwtf@live.com

    Blogs UP!

    Belo texto!

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