Sabor de que?
O amor entre seres humanos já
existiu, claro que sim, há muitos e muitos anos atrás, mas infelizmente ele foi
se perdendo, se diluindo, se diminuindo pouco à pouco até não sobrar
praticamente nada. Não acredito muito nesse amor que morre em um único dia,
volta de repente, morre novamente... Nesse amor que se mente, que se ganha e
perde como em uma jogada pôquer, amor que dá "tchau", amor que trai e
atrai, amor que não é pra sempre, porque o pra sempre não existe, e como diz a
música sempre acaba.
Mas como assim ele não existe???
- Claro que ele existe, mas não nessa linha de evolução, isso porque muitos não
estão preparados para o eterno e indivisível, o perene.
Na palavra amor não
existe conjugação no pretérito, não existe "eu te amei", já não amo
mais. É simplista demais. Desde quando amor e simplicidade tem alguma ligação? Mas
e agora, como fica?
Vamos avaliar aquele sentimento
bom, que dá vontade de chorar, mas de felicidade, de olhar para uma pessoa
especial e encher os seus olhos de lagrimas, de falar apenas "oi" e
depois morrer chorando no abraço, de beijar a mão e fazer do pequeno
acontecimento algo tão especial e simplesmente único, de planejar tudo e na
hora, não fazer absolutamente nada, porque querer abraçar e beijar e agradecer
por estar ali é mais importante do que aquilo que você planejou ou pensou ter
planejado. É viver os momentos, e sentir cada um deles.
Mas afinal, o que eu sinto? O que
esse alguém sentiu? O que é esse sentimento? É amor, paixão, tesão, é dor com
gosto de limão? Claro que não.
Não pode ser, não, realmente não
pode ser. Me desculpem, mas eu não posso sentir esse amor, sentir isso que já
esta mais desgastado que a palavra "oi", me recuso a pensar pela
hipótese que eu simplesmente amo, algo esta errado, com certeza não é o meu
sentimento que faz chorar, mas sim essa palavra que não se compactua com o que
eu sinto. Não sou incapaz de amar, sou incapaz de entender este tal
"amor" que os seres humanos sentem. Sentimento tão lindo e tão
inculto. Sentimento tão sentido e tão distante. É sentir todos os sabores e não
saborear nenhum. Sou eu, minha inconstância. Apenas eu.
Sinto algo forte e bem mais que esse tal "amor", seja
o que for, não preciso dizer, por mais que seja bom ouvir, basta entender a
minha energia saindo, de dentro do meu peito.
Patrick René
patrick.canterville@aol.com


“Duvida da luz dos astros,
ResponderExcluirDe que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor”…
William Shakespeare
Bruno Santis
brunosantisweb@gmail.com
Coletivo: Blogs que Interagem
Alef Bass
ResponderExcluirAlefwtf@live.com
Blogs UP!
Belo texto!