Amor,
Sabe quando você tem tanto a dizer mas não sabe como dizer e muito menos por onde começar? Sinto-me assim! É difícil as vezes por no papel os sentimentos que batem fundo na alma, nos modificam, moldam nossa existência e passagem por este mundo.
Quem dirige, é a vida!
Sabe quando você tem tanto a dizer mas não sabe como dizer e muito menos por onde começar? Sinto-me assim! É difícil as vezes por no papel os sentimentos que batem fundo na alma, nos modificam, moldam nossa existência e passagem por este mundo.
Eram
4 da manhã, eu estava completamente sem sono, havia tomado café demais para uma
noite de sábado. Mesmo tendo tomado meus comprimidos de Lexotan, o sono,
bandido e tirano, afastou-se de mim, deixando-me apenas a penumbra da noite,
seu silêncio, sua indiferença aos que não dormem. Foi nessa noite que tornei a
encontrar Leda, aquela que havia morrido de tédio, dor e sofrimento. A mesma
mulher a quem destruíram o coração, e que por ter destruído sua parte mais
vital, viveu, viveu, até que um dia se perdeu em si mesma e morreu.
Quanto
é possível nos perdermos de nós mesmos? Até que ponto podemos nos afastar de
nossas vontades e viver uma vida que não é nossa, mas que por alguém ou alguma
coisa foi planejada para nós? Alguém pode dizer que a vida é cada um que faz a
sua, mas lá no fundo, o que afirma isso, sabe que na vida, mandam todos, menos
nós, os ditos donos. Quem pode afirmar sem medo de parecer tolo que manda na
própria vida? Corremos todos para onde ela, a vida nos manda correr.
Marionetes. É isso que somos e nada mais.
Buscamos
a felicidade, a vida nos diz que ainda não é hora, e diz isso ao jovem de 18 e
ao já mortificado homem de 80 anos. Sem rodeios. Buscamos amor, uma grande
paixão, como as que o cinema americano produz em Hollywood, mas a vida nega. Ai
pedimos apenas uma companhia, não precisa ser mais aquela sonhada explosão de
amor e paixão, a vida, tirana, também nos diz não. É preciso compreender, mas,
como? Pedimos fortuna, dinheiro, bens materiais, a vida, da de ombros, ri,
caçoa. Não! Parece que para alguns ela é mais dura que para outros mas a
verdade, a realidade é que ela é assim com todos. O que esbanja em uns, retira
de outros, e assim sistematicamente a fim de que todos busquem algo e não
alcancem. Ela é quem manda, entende?
Eu
queria da vida alguns favores, ela me disse que ainda não é hora. Implorei. Foi
em vão. Passei a ignorá-la, ela se zangou, tirou de mim o pouco que tinha. Pedi
perdão, ela riu. Mandou começar de novo. Não prometeu ajuda, nem bondade, nem
facilidade e muito menos paciência. Disse-me apenas para não chorar. A vida
detesta dramas. Aliás, ela castiga mais aos dramáticos. Prefere as novelas mexicanas,
e bem, nisso eu concordo com a vida: Eu também prefiro as mexicanas. As
novelas, claro.
A
todos falta alguma coisa e sempre faltará, disse a vida que não sendo assim não
saberíamos o sentido da palavra gratidão. Quem tem absolutamente tudo não é
grato. Quem tem quase tudo muitas vezes não o é. Mas ela me deu um conselho, só
a mim, não a Leda, pois, essa, tornou a se perder em meio as próprias tristezas,
e bem, eu não a condeno. A vida me disse que é possível ter tudo no momento
em que se pensa não ter nada. Ela foi bem clara. Eu aprendi a lição.
Agora
vou tomar um chá, vou escutar Enya, acender um incenso e, bem, tentar dormir. E
quanto a vida? Bem ela vai seguir seu curso, mostrando sempre que quem manda é
ela. Que eu posso aprender, mas que aquele que esta de carona, não pode querer
guiar a carroça.
- Obrigado
vida! – Disse eu, agradecendo pelo conselho.
-
[...]
Ela
não respondeu. A final, ela não precisa!
contato@patrickrene.com.br


Caramba, você já pensou em escrever um livro? Fiquei com vontade de ler mais e mais textos seus!
ResponderExcluirE sobre o texto, parece que você escreveu ele pra mim, pois é exatamente esse momento que eu estou vivendo nos últimos meses. Eu, que sou tão ansiosa, mandona e quero tudo pra ontem, estou sendo obrigada a aprender esperar e agradecer as coisas que ela tem me dado (ou tirado) aos poucos.
Continue assim, você tá de parabéns! Beijão