amizade,
O ponto final da esperança!
“A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero.” (Victor Hugo)
O francês, Victor Hugo, foi na
vida, de tudo um pouco. Novelista, poeta, roteirista, e um pouco
filosofo, mas sua obra foi incompleta. Explico. Antes que afirmem que
estou aqui tentando deturpar o legado de Hugo. Nada disso, me refiro a
frase, com a qual abro este texto, onde com profundidade imensurável,
nos fala sobre a força que teria a esperança, não fosse pela existência
do desespero. Não nos ensinou, nem se quer deixou pistas, de como fazer
triunfar a esperança, ante o desespero. Mas não foi ele quem falhou…
Falhou a esperança!
Eu não gosto de mar, prefiro a
serra, de onde em meio ao frio congelante, escrevo este texto. Também
não me agrada o mar, prefiro o rio. Aliás, sou apaixonado por rios, seus
cursos, seus mistérios, suas águas, os caminhos que precisa percorrer
até chegar ao mar. Este por sua vez, é apenas um fim, entre os vários
obstáculos que um rio enfrenta. Como não gosto do que é superficial,
logo me atrai mais o rio que o mar. O mar pode ser muito mais profundo,
sim, isso é verdade, mas o rio, este, conhece o que é a essência do ser
profundo.
O rio não fica parado, sabe que
precisa correr, e que, correr não será fácil, abre caminhos, contorna
montanhas, desce por vales escuros, contorna obstáculos, passa por
barreiras, e, no final, sempre, eu disse, sempre, de alguma forma, faz
suas águas chegarem ao mar. Para o rio não existe desespero, pois em si,
representa a esperança!
Não são poucas as vezes em que o
desespero bate a nossa porta, e, de forma avassaladora, passa em nossas
vidas como um furação, abalando as estruturas, mandando para longe toda e
qualquer esperança. Olhamos para os lados e não vemos nada além do
próprio desespero, que nos deixa cegos, pois é assim que fica alguém
que não enxerga mais a esperança. Cego!
Quando chegamos a este ponto, da
cegueira, não podemos mais ficar no mar, por mais que gostemos de suas
águas, precisamos sair, precisamos entrar no rio, e correr, contornar os
obstáculos dolorosos que a vida nos impõe, descer pelos vales escuros
que nos apresentam, ignorar as pedras que estão pelo caminho, e quando
não for possível ignorá-las, passar por elas, levando-as embora, não
importando seu tamanho. Precisamos entrar no rio, precisamos passar pelo
rio, precisamos chegar ao mar, e, então, ao contemplar o sol, dar um
abraço na esperança. Passamos a enxergar!
No entanto entrar no rio sozinho é
muito difícil, muito mais fácil seria entrar no rio acompanhado,
ultrapassar as barreiras quando se tem companhia é muito mais fácil,
divide-se a dor, compartilha-se á alegria, o problema todo é justamente
quando entramos no rio, para tentar esquecer quem outrora nos
acompanhara… Neste caso, então, o rio torna-se ainda mais sombrio, e a
necessidade de percorre-lo torna-se tão mais necessária. O correr da
vida é assim…
Deve ser este, um dos piores
textos que já escrevi. Culpa de Hugo? Jamais! Culpa minha, que em um
mesmo amontoado de letras precisava aliviar o coração, falar de saudade,
de dor, de esperança, da escuridão, do desespero e da esperança… Para
quem esta lendo, pense assim: O texto é o rio, a leitura é o correr do
rio, e este ponto final é a esperança.


Se o Sol continua nascendo,
ResponderExcluirSe o vento continua cantando belas melodias,
Se a chuva cai lavando as almas,
Se as estrelas continuam brilhando,
Se a lua continua a encantar os poetas e enamorados.
Meu amado Patrick René, que nossos corações continuem a transbordar rios de esperança.
Parabéns sempre querido escritor!
Jane Di Lello.