Abuso sexual,
*Amatullah é um nome fictício.
contato@patrickrene.com.br
Ainda que todos se calem, se a tua voz ecoar, não haverá silêncio. #BEDA
Este texto é em memória de todas as mulheres que morreram sem ter sua história contada.
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| Vítima de ataque com ácido. |
Eu
não poderia me perdoar se deixasse passar nesse “blog month” um assunto tão
importante quanto a questão do abuso e exploração sexual. Já fazem alguns meses
que o blog é parceiro do projeto “Chega de Fiu-Fiu” mas os avanços em defesa da
mulher caminham a passos lentos, quando observamos o tema por uma visão
internacional.
Na
Síria, a pouco mais de um ano, a menina Amatullah*, foi estuprada
consecutivamente por TRINTA vezes, até que o último homem depois de abusa-la,
deu um tiro em sua genital e a atirou em frente a um hospital, onde permaneceu
por quase um ano, e hoje vive refugiada nos Estados Unidos, onde convive com
seus traumas, e a incontinência urinária que jamais permitirá a jovem
Amatullah* esquecer os horrores que passou nas mãos do Estado Islâmico, grupo
terrorista extremista do Oriente Médio.
A
onda de violência contra as mulheres ultrapassa fronteiras diariamente,
ganhando adeptos como se fosse uma “religião”, tudo isso, motivado por uma
única certeza: A impunidade. Nos países do Oriente Médio e da África Central,
mulheres diariamente são queimadas com ácido, tem suas genitais cortadas para
não sentirem “prazer” no ato sexual, mostrando assim plena subserviência aos
esposos, que mais parecem (faltaram-me palavras)...
No
Brasil, não diferente do restante do mundo, mulheres sofrem com a violência
sexual dioturnamente, mesmo com leis avançadas, se comparadas ao restante do
mundo. Mas existe um problema central em toda essa questão e bem, eu não me
furtarei em abordá-lo ainda que seja criticado, a final, nunca me permiti a
censura. O maior problema da violência contra a mulher se chama RELIGIÃO!
Nos
países de origem islâmica, se não em todos mas na sua grande maioria,
aproveitando-se das tradições religiosas, mulheres são feitas escravas, com
direito a tronco, chibata, ácido e mutilações. Quando cansada e disposta a
abandonar a vida que só lhe trás sofrimento, essa mulher grita, chama atenção
do mundo o quanto pode, então é acusada de adultera, enterrada em um buraco até
a altura dos ombros, e apedrejada em nome de deus.
A
violência não fica apenas por conta dos povos islâmicos, os cristãos também
fazem parte do time, seitas espalhadas pelo mundo todo, como os menonitas
ortodoxos, pregam a subserviência das mulheres aos homens, onde são tratadas
com desprezo e violência. E não são apenas eles dentre os cristãos a pregarem
patifarias como essa, de que a mulher deve “servir” ao marido, na maioria das
vezes, trocam a palavra servir por “honrar”, o que significa a mesma coisa na
maioria das vezes.
As
Nações Unidas, Anistia Internacional, World Vision, Actionaid, Médicos Sem
Fronteira, e tantas outras organizações mundo a fora tem levado consolo e
buscado justiça. Entretanto ainda são poucos. Todos os dias milhares de
mulheres são abusadas das formas mais cruéis que se possa imaginar, e bem,
precisamos fazer alguma coisa.
Aqui
no Brasil você já sabe o que fazer ao presenciar violência contra a mulher,
basta pegar seu telefone, sair da sua zona de conforto e discar 180. Mas no
mundo, você pode ajudar publicando a realidade que acontece logo ali, onde
pousam aviões muitas vezes tendo lideranças do nosso país a bordo. Mesmo que
seja para ninguém ler, denuncie. Participe da campanha “Chega de Fiu-Fiu”, é um
começo, seja um ativista online da Anistia Internacional, de Médicos Sem
Fronteira ou da Actionaid. Juntos podemos fazer mais e melhor.
Ainda
que todos se calem, se a tua voz ecoar, não haverá silêncio.
Este
texto é em memória de todas as mulheres que morreram sem ter sua história
contada.
*Amatullah é um nome fictício.
contato@patrickrene.com.br


Gostei demais do post, apesar do teor muito forte. Mas é como você diz, a gente precisa fazer alguma coisa, mesmo que seja denunciando.
ResponderExcluirExcelente matéria, muito atual a profunda <3
MARAVILHOSO o texto! Precisamos gritar até que ouçam! Até que PAREM!
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