evolução

O AMOR QUE NOS CURA!

17:48 Equipe Das Letras 2 Comments



Na falta de perdão, abre-te ao esquecimento.
Se existe algo capaz de conduzir a pessoa humana pelos rumos da evolução, este algo se chama perdão. Não atende por nenhum outro nome, não se encontra a venda nem pode ser capturado. Seu cultivo advém de uma atitude pessoal, de um desejo íntimo de colocar-se absorto em profunda resignação, e daí, só então, liberá-lo, expulsa-lo do mais profundo do ser, como quem detona uma bomba e provoca grande explosão. Nesse caso, uma explosão de piedade.
O que falta ao mundo, em muito, nem tanto é perdão, mas a capacidade de autocritica, que nos conduz a piedade, e que só então nos permite o sublime dom de perdoar. Quem julga não perdoa, a final, o perdão é o ato concreto e avesso ao julgamento, é a inércia de apontamentos, a indiferença ao ato, é permitir-se dar de ombros a ferida que sangra, é colocar-se no lugar do indefensável, e ai, então, detonar, explodir piedade e perdão.
Entretanto perdoar não é esquecer, antes é a ausência do sentimento de vingança, de pensamentos maus contra aquele que lhe feriu. Não trata-se de esquecer o mau recebido, nem quem o praticou, mas permitir a si mesmo começar de novo, sem agrilhoes mentais que o levarão centenas de vezes a sentir a mesma dor. Quem não perdoa não causa dano a quem não é perdoado, antes a si mesmo, que revive incontáveis vezes a mesma dor, chora as mesmas lágrimas, e reabre as mesmas feridas.
A piedade não trata apenas o autor da maldade, é antídoto contra a vingança, o mais baixo de todos os sentimentos, e por isso, a piedade, trata antes a própria vítima, para só então ter alguma ação no ser que precisa ser perdoado e que clama ou não por piedade. Ter piedade do próximo é providenciar o próprio remédio, para curar as próprias feridas.
No caminho da evolução somos todos caminhantes, e caminhar ferido dificulta e retarda a chegada, logo a insistência em perdoar para evoluir, refere-se a que o caminhante caminhe pleno, curado de suas feridas, e não se trata de curar as feridas dos outros, pois quando se perdoa alguém que nos causou o mal, na verdade estamos curando nossas próprias feridas, tratando nossas próprias dores e por consequência salvando a nós mesmos.
Quando negamos o perdão a uma pessoa, negamos tratamento as nossas próprias dores. Piedade é a estrada, perdão é a possibilidade de continuar andando, de chegar ao objetivo, de alcançar a plenitude a que nos propomos como meta individual. Se conseguiremos seguir pela estrada até o pódio de nossos objetivos, isso depende apenas de nossa capacidade de perdoar.

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2 comentários:

  1. Texto belíssimo, verdadeiro, de uma sensibilidade tocante.
    Parabéns Patrick René!

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  2. Excelente texto! Creio que todos nós somos seres em processo de evolução, certamente que o perdão é algo muito importante neste processo. Se perdoar o outro já é difícil, imagine perdoar a nós mesmos. Reconhecer já é o caminho. Parabéns!
    www.pilateandosonhos.com

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